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Ministério Público alerta para medidas contra intimidação de professores

Reitora da UFMG defende liberdade de cátedra e união em torno de valores democráticos

Sala de aula no campus Pampulha: respeito à autonomia acadêmica
Sala de aula no campus Pampulha: respeito à autonomia acadêmica Sara Grunbaum / UFMG

Os ministérios públicos Federal e de Minas Gerais divulgaram uma orientação para evitar intimidações a professores e alunos nas escolas em função de divergências políticas. O documento é destinado às secretarias estadual e municipal de educação, além de universidades, entre as quais a UFMG. 

A recomendação destaca que, caso as providências administrativas não sejam suficientes para solucionar os problemas, os ministérios públicos devem ser acionados para tomar as medidas necessárias. Os órgãos também sustentam que intimidações e ameaças ofendem a liberdade de cátedra.  Veja a íntegra do comunicado.

A reitora Sandra Regina Goulart Almeida elogia a iniciativa dos ministérios públicos e garante que a UFMG vem se posicionando "firmemente contra atitudes desrespeitosas, autoritárias e desmedidas" das quais vem sendo vítima nos últimos tempos. "Apostamos em um país que resguarda com afinco os ideais democráticos, a liberdade de expressão e cátedra, o respeito à diversidade e aos direitos humanos", afirma. 

Ela defende que a instituição se una em torno de valores que lhe são caros, independentemente de posições políticas pessoais. "Estamos sendo atacados por meios que operam no campo material – do estrangulamento do financiamento da educação e das instituições públicas de ensino superior – e no campo simbólico, de tentar minar o apoio, a autonomia e a legitimidade social de que gozam as universidades", denuncia a reitora.

A Rádio UFMG Educativa repercutiu o assunto com os professores Fernando Penna, da Universidade Federal Fluminense (UFF), Clóvis Gruner, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Valéria Morato, do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais. 

Ouça reportagem de Larissa Arantes