Ensino

Processos de escolarização de povos indígenas são debatidos na UFMG

Etnias vivem realidades educacionais diferentes, afirmam pesquisadores

Alunos indígenas da UFMG em solenidade de formatura na Formação Intercultural para Educadores Indígenas
Alunos indígenas da UFMG em solenidade de formatura na Formação Intercultural para Educadores Indígenas Lucas Braga | UFMG

Compreender os processos de escolarização dos povos tradicionais é um dos objetivos do seminário Demografia dos povos indígenas no Brasil, promovido nesta quinta-feira, 5, na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, paralelamente ao Encontro Nacional de Estudos Populacionais. Pesquisadores avaliaram que, no Brasil, as diversas etnias vivem realidades educacionais diferentes.

No Norte de Minas Gerais, o povo Xakriabá foi citado como exemplo de comunidade onde o processo de escolarização evoluiu nos últimos anos de forma intensa. Atualmente, há 3 mil alunos, mais de 150 diplomadas no ensino superior e dois estudantes em programas de mestrado. Há 22 anos, ninguém da comunidade era alfabetizado. Os programas educacionais foram desenvolvidos para atuarem desde a educação básica até a alfabetização de jovens e adultos passando pelos cursos de licenciatura para os futuros professores.

Os convidados também citaram o caso dos Ianomâmis, que implementaram um processo de escolarização diferenciado com uso de novas tecnologias.

Ouça a reportagem de Larissa Arantes

Reportagem veiculada no Jornal UFMG desta quinta-feira, 5 de outubro de 2017.