Institucional

UFMG prepara retomada de obras no campus Pampulha

Construção do Anexo da Faculdade de Educação tem reinício previsto para fevereiro

Obras do Anexo da Escola de Belas Artes
Obras do Anexo da EBA foram interrompidas em 2014: ajustes e atualizações serão feitos no projeto antes da retomadaSarah Dutra | UFMG

A UFMG está retomando obras em prédios e unidades do campus Pampulha que foram interrompidas há alguns anos em razão de cortes nos repasses de recursos por parte do governo federal. Desde 2015, o orçamento para esse tipo de empreendimento nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) tem sofrido cortes que, no caso da UFMG, chegou, ao longo dos últimos anos, a 87% de redução.

Por decisão da Comissão de Obras do Conselho Universitário, a retomada deve alcançar prioritariamente edificações que vão atender às demandas acadêmicas, em detrimento daquelas que abrigarão atividades administrativas. A prioridade para retomada recairá, portanto, sobre o anexo do Bloco B da FaE, sobre o Anexo e Setor de Gravura da EBA e sobre o Anexo da Escola de Música.

“A Pró-reitoria de Administração trabalha para estabelecer as condições para o reinício dessas três obras, que incluem revisão dos projetos visando a ajustes e atualizações, elaboração de caderno de encargos, execução de orçamento e dos trâmites legais para a licitação”, explica o pró-reitor Ricardo Fakury.

A primeira obra a ser retomada será o Anexo do Bloco B da FaE, escolhida por ser a menos complexa, a que está em estágio mais adiantado e por ter custo menor que as outras duas. A licitação foi concluída em novembro passado, e o contrato já foi assinado com a empresa vencedora do certame. Os trabalhos de campo terão início em 22 de fevereiro e deverão durar dez meses. A obra da FaE tem custo de pouco mais de R$ 5 milhões, que serão cobertos pelo orçamento próprio da UFMG. 

No caso do Anexo III do Departamento de Química, o custo atualizado é próximo de R$ 24 milhões. Como há laboratórios avançados de pesquisa científica, cerca de 30% do valor foi aportado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – o restante é coberto pelo orçamento da UFMG.

Segundo a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, “é uma grande satisfação conseguir aos poucos retomar os trabalhos paralisados em razão dos cortes profundos que sofremos para a realização de obras prediais. Sabemos o quanto a comunidade universitária anseia por sua conclusão, e temos lutado para conseguir os recursos financeiros e trabalhado ativamente para concluir todas elas”.

Anexo da Escola de Música é uma das três obras no campus Pampulha que terão prioridade na retomada
Por abrigar atividades acadêmicas, Anexo da Escola de Música é uma das obras prioritáriasSarah Dutra | UFMG

Anexo da Química quase pronto
Sete obras de grande porte foram iniciadas entre 2012 e 2013 e tiveram de ser paralisadas entre 2014 e 2015: CAD3, Anexo III do Departamento de Química, Anexo do Bloco B da Faculdade de Educação (FaE), Anexo e Setor de Gravura da Escola de Belas Artes (EBA), Anexo da Escola de Música, Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) e Unidade Administrativa 5 (UA-5).

A obra do CAD3 foi inaugurada em março de 2018. No Anexo III do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas, que começou a ser construído em 2012 e teve trabalhos paralisados três anos depois, as obras foram retomadas em 2019 e deverão estar concluídas nos primeiros meses deste ano.

De acordo com Fakury, a PRA trabalha intensamente para viabilizar, em 2021 ou, no máximo em 2022, as licitações das obras do Anexo e Setor de Gravura da EBA e do Anexo da Escola de Música. Por sua vez, a retomada da construção da CTIT e da UA-5 – edificações que abrigarão atividades administrativas –ocorrerá apenas a partir de 2022.

Itamar Rigueira Jr.