Especialistas da UFMG indicam desafios para agricultores familiares durante a quarentena

Mesmo com a segurança alimentar e dispersão física, pandemia pode comprometer renda desses produtores

Com a quarentena imposta pela crise sanitária do novo coronavírus, o cultivo e a produção de alimentos para consumo próprio e para venda em pequenas localidades continua, mas também encontra algumas dificuldades, avaliam pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFMG. De acordo com o professor Eduardo Ribeiro, especialista em agricultura familiar, os produtores rurais mineiros têm, em média, de 55 a 60 anos, o que os coloca, em grande parte, no grupo de risco da Covid-19. 

A dispersão física e a segurança alimentar são vantagens dos agricultores familiares no enfrentamento da pandemia, mas dificuldades no acesso aos serviços de saúde e a queda no faturamento são aspectos destacados pela professora Flávia Galizoni (ICA). A renda dos pequenos produtores depende, em grande parte, de sistema de venda direta, já que envolve contato com consumidores em feiras, bancas e lojas de hortifrutigranjeiros. Como a maioria das cidades adotou regime de distanciamento para a contenção do coronavírus, há a necessidade de adaptação da logística de comercialização, por meio da adoção de televendas, divulgação por rádio e serviço de entrega, processos com os quais nem todos os produtores têm condições de arcar.

Saiba mais sobre o assunto em vídeo produzido pela TV UFMG. Equipe técnica: Vitória Fonseca (produção), Otávio Zonatto (edição de imagens) e Renata Valentim (edição de conteúdo).

Assessoria de Imprensa UFMG

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