Evento na UFMG promove reflexão sobre o desastre de Mariana e a luta centenária da etnia Krenak

Um ano após o rompimento da barragem da mineradora Samarco na região de Mariana, o Programa Participa UFMG, em parceria com a Clínica de Direitos Humanos, promove o evento Um ano de contaminação do Rio Doce e um século de luta Krenak. Aberta ao público, com necessidade de inscrições prévias, a atividade será realizada na próxima segunda-feira, 7 de novembro, no auditório da Reitoria, campus UFMG Pampulha, a partir das 12h. O evento terá transmissão ao vivo pela internet .

Participam do evento o representante da etnia, Douglas Krenak, o integrante da Comissão Estadual da Verdade (Covemg), Paulo Afonso Moreira, o diretor do Instituto Itaú Cultural, Eduardo Saron, o procurador do Ministério Público Federal Edmundo Dias e o professor da Faculdade de Direito Emílio Peluso, vinculado ao Centro sobre Justiça de Transição da UFMG. Os participantes irãodiscutir as implicações ambientais, culturais, sociais, históricas e econômicas da tragédia. Outro assunto em pauta é a luta do povo Krenak, que habita áreas banhadas pelo Rio Doce, profundamente atingido pela tragédia.

A pró-reitora adjunta de Extensão da UFMG, Claudia Mayorga, explica que “o Participa UFMG tem articulado várias atividades para que essas ações não fiquem isoladas e tenham impacto ampliado junto à população e território atingido”. Outra iniciativa de destaque é a parceria com as universidades federais do Espírito Santo (Ufes) e de Ouro Preto (Ufop), que possibilitou a criação do Observatório Interinstitucional do Desastre Mariana-Rio Doce. O órgão busca reunir e disponibilizar informações e conhecimento técnico para a população.

O desastre
Em 5 de novembro do ano passado, o rompimento da barragem do Fundão da mineradora Samarco em Mariana (MG) lançou cerca de 50 milhões de metros cúbicos de lama na natureza, suficientes para encher 20 mil piscinas olímpicas, e provocou a morte de 19 pessoas. Cerca de 90% dos rejeitos continuam espalhados pelo caminho.

A UFMG, por meio de vários projetos reunidos no programa Participa UFMG, tem desenvolvido estudos, pesquisas e ações concretas para avaliar os impactos de longo prazo da tragédia, lidando com questões relacionadas ao solo, à água, à vegetação, aos direitos das populações atingidas, ao patrimônio, à educação, à saúde mental e às formas de organização e participação dos grupos atingidos junto às empresas envolvidas, governos e Ministério Público, entre outros agentes.

Luta krenak
No município de Resplendor (MG), o povo indígena Krenak vive em área de quatro mil hectares na margem esquerda do Rio Doce. A Clínica de Direitos Humanos da UFMG, ação que integra ensino, pesquisa e extensão, trabalha com o diagnóstico independente dos danos humanos sofridos em virtude da deterioração do rio.

“Voltamos nossa atenção para esse público, que mantinha uma relação muito particular com o rio, que não é apenas um meio de transporte ou um lugar onde se tira alimento. Ele é uma espécie de entidade, faz parte da cosmovisão daquelas pessoas, do seu universo de sentidos”, afirma Camila Nicácio, coordenadora da Clínica.

(Com Assessoria de Comunicação da Pró-reitoria de Extensão da UFMG)  

Agência de Notícias UFMG

Fonte

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(31)3409-6435 e 9679-2517

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Serviço

Evento na UFMG promove reflexão sobre o desastre de Mariana e a luta centenária da etnia Krenak

7 de novembro de 2016

12h

Reitoria da UFMG - campus Pampulha - Av. Antônio Carlos, 6.627 - Belo Horizonte