Professoras da UFMG comentam as barreiras que mulheres lésbicas enfrentam para cuidar da saúde sexual

Elas estão tão expostas à contaminação por IST quanto mulheres heterossexuais, adverte ginecologista

A saúde sexual da mulher continua sendo um tabu, e a dificuldade é ainda maior em relação às mulheres lésbicas. Apesar do mito segundo o qual o sexo lésbico não transmite doenças, pesquisa feita com 150 mulheres que mantêm relações com pessoas do mesmo sexo, veiculada no Public Health, indica que quase metade delas (71) contraíram alguma infecção sexualmente transmissível (IST). A maior parte (45%) foi contaminada pelo vírus HPV. 

Para a pesquisadora do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG Joana Ziller, a invisibilização da comunidade LGBQT+ é responsável por uma série de omissões em diversos setores, entre eles o da saúde. 

A prevenção ainda é a melhor forma de impedir a contaminação, mas manter os exames em dia pode ajudar na descoberta de alguma doença no estágio inicial, o que amplia as chances de sucesso no tratamento, conforme explica a professora Marilene Monteiro, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG. Para ela, alguns profissionais da saúde ainda não estão preparados para lidar com pacientes lésbicas, e, muitas vezes, elas não realizam testes preventivos por conta dessa falta de orientação. 

A professora enfatiza a importância do acompanhamento anual para todas as mulheres, independentemente da orientação, após a primeira relação sexual. Alguns exames necessários: de toque (mamas, abdome e genitália), ultrassonografias, papanicolau (a partir dos 25 anos) e mamografia (a partir dos 40 anos). 

Assista às falas das professoras em vídeo da TV UFMG:

Assessoria de Imprensa UFMG

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