Projeto da UFMG oferece acolhimento à saúde mental de enlutados pela covid-19 e profissionais da linha de frente

A ação é da Faculdade de Medicina da UFMG, com o atendimento on-line e gratuito. O projeto recruta voluntários para colaborar com teleconsultas

Há um ano, o Projeto TelePAN Saúde, ação de extensão da Faculdade de Medicina da UFMG, funciona como uma rede de cuidados aos profissionais de saúde da linha de frente de combate à pandemia. Agora, o projeto também atende pessoas que perderam familiares para a covid-19. O atendimento gratuito e on-line oferta serviços como psicoterapia individual breve de apoio, terapia de grupos, consultas médicas, dentre outros, está disponível para pessoas de todo o país. Os interessados devem acessar medicina.ufmg.br/telepansaude.  
 
Para dar vazão às buscas pelo suporte, faz-se necessária a ampliação do número de voluntários com qualificação na atenção em saúde mental. Por isso, o recrutamento permanece aberto para voluntários com formação na área que possam colaborar com as teleconsultas.  As inscrições podem ser feitas por um formulário on-line.
 
De acordo com o coordenador do projeto e professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade, Helian Nunes, o processo de luto durante a pandemia tem sido considerado diferente, pois há uma falta dos rituais tradicionais, devido às medidas de prevenção ao coronavírus, como distanciamento físico, o que impacta a elaboração do luto. E apesar de ainda não haver estudos que avaliem detalhadamente os impactos dessas perdas a curto, médio e longo prazo, “alguns estudos apontam maior risco de depressão, transtorno de ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, abuso de substâncias psicoativas e maior risco de suicídio”, afirma.
 
O TelePAN já recebeu o cadastro de 434 pessoas em busca de ajuda e de mais de mil voluntários, o que possibilitou milhares de atendimentos e procedimentos individualizados ou em grupo. A maioria dos trabalhadores da saúde que procuraram o projeto é de homens, com média de idade de 37 anos. Mais da metade dos pacientes ainda estão em atendimento. A principal demanda foi para suporte emocional ou psicoterapia breve individual de apoio, sendo um terço desses profissionais integrantes de equipes de enfermagem. A maior parte deles foi encaminhada para atendimento com servidores ativos e aposentados da Psicologia da UFMG.
 
O projeto também atua com grupos de trabalhadores da mineração que foram atingidos pela tragédia de Mariana-MG, por meio do Programa Participa UFMG – Mariana / Rio Doce: enfrentamento da pandemia de covid-19.
 
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Assessoria de Imprensa UFMG

Fonte

Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG

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