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Governos erram ao concentrar vacina contra febre amarela em grandes cidades

Estudo da FGV mostra que estratégia permitiu continuidade do surto

Seringa especial para vacina fracionada
Seringa especial para vacina fracionada Organização Mundial da Saúde

25 pessoas morreram em Minas Gerais em decorrência da febre amarela desde julho de 2017 até o dia 24 de janeiro. O dado é da Secretaria de Saúde de Minas Gerais. Ainda de acordo com o governo, 22 pessoas têm a doença e estão internadas ou já receberam alta. Oitenta e sete casos suspeitos aguardam os resultados dos exames. E mais 12 mortes também são investigadas. Os altos números se repetem em outros estados brasileiros. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, só neste ano já foram confirmados 25 casos de febre amarela e 8 mortes. O balanço do governo do estado de São Paulo aponta que, desde janeiro de 2017, foram 36 mortes por febre amarela. Ao todo, foram 81 casos confirmados de contágio da doença. Para tentar frear o avanço da doença, vários estados intensificaram a vacinação. Mas, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas, o poder público cometeu um erro ao dar prioridade a áreas de grande concentração populacional em vez de áreas rurais. 

Ouça a reportagem de Vanessa Bugre