Passaporte de vacinação é medida insuficiente para conter contágio da covid-19, avaliam especialistas da UFMG

Professores analisam impacto epidemiológico da exigência no Brasil e implicações para a mobilidade internacional

Os municípios de São Paulo, Suzano (SP), Rio de Janeiro (RJ), Betim (MG) e Florianópolis (SC) já exigem o chamado passaporte de vacinação para que as pessoas possam entrar em alguns locais ou participar de eventos. Mas quais são os benefícios desse tipo de medida do ponto de vista epidemiológico? Exigir que as pessoas comprovem a vacinação ajuda mesmo a conter a pandemia?

A Rádio UFMG Educativa ouviu Jorge Pinto, imunologista clínico e professor da Faculdade de Medicina, sobre o tema. Na avaliação do docente, a cobrança da apresentação de um certificado de vacinação não deve ser feita de forma policialesca e, para ser benéfica, precisa estar associada a um conjunto amplo de medidas, como a ampliação do acesso à vacina e aos testes para a covid-19.

Classes de viajantes

Países como França, Espanha, Alemanha e Egito já começaram a aceitar a entrada de brasileiros imunizados. Mas cada país decide as regras, inclusive quais vacinas são aceitas. Na reportagem da Rádio UFMG Educativa, Caroline Moulin, professora do curso de Relações Econômicas Internacionais da Faculdade de Ciências Econômicas e coordenadora da Cátedra Sérgio Vieira de Mello para Refugiados da UFMG, explica que as consequências dessa medida no movimento de circulação internacional de pessoas podem ser nefastas. Na avaliação de Moulin, essa exigência tende a ampliar desigualdades já existentes ao ajudar a criar classes distintas de viajantes.  

Ouça a reportagem de Alicianne Gonçalves no SoundCloud.

Na terça-feira, dia 21, a Rádio UFMG Educativa entrevistou o professor José Luiz Quadros de Magalhães, da Faculdade de Direito da UFMG e da PUC Minas. Segundo ele, a exigência do chamado passaporte de vacinação é constitucional.

Assessoria de Imprensa UFMG

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