Saúde

Campanha coloca saúde mental de pessoas e instituições em evidência

‘Janeiro Branco’ tem o objetivo de promover reflexão e ações em prol da saúde mental e de combate ao adoecimento emocional

Janeiro Branco: prevenção ao adoecimento mental
Janeiro Branco: prevenção ao adoecimento mental Divulgação/PMI / CC BY 2.0 / Flickr: http://bit.ly/2mkuVIq

“Quem cuida da mente cuida da vida!” E quem cuida de si cuida do outro. Esse é o mote da campanha Janeiro Branco, projeto que tem o objetivo de fazer com que pessoas e instituições sociais reflitam, debatam, conheçam, planejem e coloquem em prática ações em prol da saúde mental e de combate ao adoecimento emocional das pessoas e das próprias instituições.

A campanha Janeiro Branco busca colocar os temas relacionados à saúde mental em evidência no mundo, a fim de prevenir o adoecimento emocional da humanidade e de contribuir para a construção, o fortalecimento e a disseminação de uma “cultura da saúde mental”.

“O conceito de saúde mental considera a dimensão de uma harmonia entre o físico, o mental e o social. O que significa que há um ideal contemporâneo, oriundo do discurso capitalista, hegemônico no mundo, de que a gente deve ser completamente saudável e feliz”, explicou Antônio Beneti, médico psiquiatra e psicanalista, membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise, e professor do Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais, em entrevista ao programa Conexões, nesta quinta-feira, 11 de janeiro.

Como esse ideal é impossível, segundo Antônio Beneti, o discurso da ciência apresenta soluções químicas que se apresentam como capazes de estabilizar o indivíduo. “Não é possível ter um corpo perfeito, ter laços sociais perfeitos e uma dimensão mental que funcione perfeitamente. Então podemos dizer que essa saúde mental não existe”, defendeu Antônio Beneti.

O psicanalista afirma, no entanto, que a não existência do ideal não significa que dificuldades específicas apresentadas pelas pessoas não possam ser tratadas. “Aspectos que dificultam a relação do sujeito com o corpo, com os laços sociais, com o trabalho, com a impulsividade. Tudo isso pode ser tratado”, afirmou.

Ouça a conversa com Luíza Glória

Outras informações sobre o projeto Janeiro Branco podem ser consultadas no site da campanha.