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Cultura do machismo e do estupro não foi superada, afirma colunista Marlise Matos

Ato público marca o relançamento do movimento "Quem ama não mata", criado há 40 anos

Protesto realizado no Rio de Janeiro (RJ) em novembro de 2015, no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher
Protesto realizado no Rio de Janeiro (RJ) em novembro de 2015, no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher Fernando Frazão/Agência Brasil/Fotos Públicas

Representantes da UFMG vão estar presentes nesta  sexta-feira (9) no relançamento  do  "Quem ama não mata",  em Belo Horizonte. O ato público, que recria oficialmente o movimento surgido 40 anos atrás, é para denunciar  as cores da violência de gênero e a escalada de crimes cometidos por maridos e parceiros.  

Se em 1976, o assassinato da  mineira Leila Diniz  escandalizou o Brasil, hoje as jovens  negras são as maiores vítimas no país que ocupa o quinto lugar no ranking mundial de feminicídio.  Na Coluna Gênero e Feminismo desta quinta-feira (8), a coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher (NEPEM/UFMG), Marlise Matos afirma que, passadas  quatro décadas, a cultura do machismo e do estupro que naturalizam   a violência contra as mulheres não foi superada. 

Ouça entrevista concedida a jornalista Soraya Fideles