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"Minha Casa, Minha Vida" afastou população de centros onde há serviços e emprego, aponta estudo

Falhas no programa foram analisadas na coluna de questões metropolitanas desta semana

Para colunista, política de construção de casas não foi acompanhada de uma descentralização dos serviços
Para colunista, política de construção de casas não foi acompanhada de uma descentralização dos serviços Miriam BelchiorTomaz Silva I Agência Brasil

4.400.000 moradias construídas desde 2009. Esse é o saldo do programa "Minha Casa, Minha Vida", cujo objetivo é aquecer o mercado da construção e reduzir o déficit habitacional do país. Mas os resultados de uma pesquisa divulgada hoje (22/01) pelo Instituto Escolhas e pelo Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que apesar de ter atingido o objetivo de dar moradia à população mais pobre, os conjuntos foram colocados distantes dos grandes centros, onde ficam serviços e empregos. 

Na coluna de Questões Metropolitanas desta semana, o pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG (Cedeplar/UFMG), professor Roberto Monte-mór, analisa algumas falhas do programa. Para ele, programa atendeu à necessidades de construtoras e, em alguns casos, agravou o problema da habitação ao levar a população para as periferias das cidades sem condições econômicas de sobrevivência.

Ouça a entrevista concedida ao jornalista Vinicius Luiz