Arte e Cultura

Em aula aberta, Centro de Memória da Fale une poesia e tipografia

Atividade integra, nesta quarta-feira, exposição sobre a obra de Guilherme Mansur

Guilherme Mansur manuseando tipos móveis
Guilherme Mansur manuseia tipos móveis José Lima / Divulgação

O Centro de Memória da Faculdade de Letras preparou, para esta quarta-feira, dia 6, atividades sobre tipografia e poesia. Às 18h30, Flávio Vignoli, curador da exposição Guilherme Mansur: poeta editor, ministrará aula aberta, em que as vitrines que guardam os livros serão abertas para o público manusear e ler as obras.

Segundo Vignoli, o objetivo é tornar mais conhecida a trajetória editorial de Guilherme Mansur. "O problema de uma mostra de livros é que ela fica um pouco incompreensível, já que o público acaba distante dos objetos. Queremos mostrar, justamente, o trabalho de impressão do Guilherme”, explica. Além disso, uma performance fará parte da aula, na qual os participantes poderão imprimir um texto em uma máquina tipográfica com tipos de metal.

No mesmo dia, será lançado o livro de poesias e conto Balaio de gato, publicado pelas Edições Viva Voz. O trabalho foi realizado pela equipe do Laboratório de Edição (Labed), da Fale. A obra inclui textos em prosa, poesias e poemas aurais produzidos por estudantes das áreas de Ciência da Computação, Jornalismo, Psicologia, Arquitetura, Letras, Moda e Teatro. Para ouvir os poemas aurais, acesse aqui.

Poeta editor

A exposição Guilherme Mansur: poeta editor é organizada pelo Centro de Memória, em parceria com o Gabinete do Livro: mostras e encontros em torno de livros. A iniciativa, aberta ao público até a próxima terça-feira, 12 de dezembro, é inspirada em um espaço da biblioteca ideal que promove mostras de edições especiais. Entre as obras de Mansur, estão edições de poesia embalada em papel saco, livros impressos em tipografia feitos para serem lidos com as mãos, como brailes poéticos, e livros embalados em papéis coloridos reciclados de impressos descartados. A coleção reúne poemas de Haroldo de Campos, Laís Corrêa de Araújo, Carlos Ávila, Júlio Castañon Guimarães, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Manoel de Barros e Ana Cristina César.

Gabinete do Livro

Em seus seis anos de atividade, o Gabinete do Livro, ambiente que promove mostras de edições especiais, já promoveu oito exposições no âmbito do projeto Museu Vivo Memória Gráfica. Dele saíram mostras dedicadas à extravagante coleção Cattleya Alba, da Confraria de Bibliófilos Brasileiros, à editora Noa Noa, para a qual criação poética e produção tipográfica são aspectos indissociáveis, além dos sóbrios livros impressos em tipografia pelas mãos do poeta João Cabral de Melo Neto e das aventuras editoriais de Gastão de Holanda e Aloísio Magalhães, em O gráfico amador. Todas as coleções compõem o acervo da Tipografia do Zé.

A entrada é franca, e não é necessária inscrição prévia. Outras informações podem ser solicitadas pelo telefone 3409-5108 ou pelo e-mail memoria.fale@gmail.com.