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Fantasias comuns no carnaval desrespeitam pessoas negras e indígenas

Uso de pinturas corporais para simular a pele negra e de adereços sagrados para representar pessoas negras e indígenas é desrespeitoso

Carnaval é marcado por debates em Belo Horizonte
Carnaval é marcado por debates em Belo Horizonte Robson Vasconcelos/  PBH

A tradição de se fantasiar no carnaval é tão antiga quanto a própria folia, que tem suas raízes ainda no começo da colonização brasileira. Entretanto, com o passar do tempo, novas reflexões sobre costumes que durante muito tempo foram vistos como normais vieram à tona. O uso de pinturas corporais para simular a pele negra e de adereços sagrados para representar pessoas negras e indígenas é desrespeitoso, avaliam especialistas.

Fantasias que retratam de forma pejorativa negros e índios e até mesmo pintura corporal para simular a cor de pele – a blackface – são práticas consideradas desrespeitosas, por diminuírem o valor de negros e indígenas como seres humanos. No caso dos indígenas, o uso do cocar traz outro viés: os adereços são considerados sagrados para diversas etnias, sendo utilizados em rituais religiosos. 

Ouça a reportagem de Samuel Sousa