Fortalecer o acesso dos diversos setores da sociedade à sua estrutura de pesquisa e ao conhecimento técnico-científico gerado na Universidade é o objetivo central do programa Cooperativa de Laboratórios (Coolabs), lançado e 2020 pela UFMG.


Por meio do Coolabs, a Universidade passa a organizar a prestação de serviços à sociedade, organizando as estruturas de pesquisa para finalidades específicas, por  meio de métodos de governança e logística integradas. O programa é coordenado pela Pró-reitoria de Pesquisa e a gestão está a cargo da Fundação de Desenvolvimento de Pesquisa (Fundep) da Universidade.

Esse é mais um marco numa história de 93 anos dedicados à produção científica. Inaugurada e 7 de setembro de 1917, a UFMG sempre se dedicou à inovação e só nos últimos 23 anos, desde a criação de outra estrutura de organização da pesquisa - a Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) - a UFMG acumulou 1051 depósitos de pedidos de  patente, 106 contratos de licenciamento e 113 acordos de parceria que geraram cerca de R$ 6,3 milhões em comercialização da propriedade intelectual. 

Com mais de 860 grupos de pesquisa cadastrados na base de dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e aproximadamente 600 laboratórios - espaços onde são realizados estudos e análises que geram conhecimento técnico-científico de relevância social, tecnológica e econômica - a UFMG abre, com o Coolabs, a possibilidade de que laboratórios de diferentes unidades se coordenem para prestar serviços de forma articulada, racionalizando esforços e recursos. Os projetos poderão abarcar áreas distintas, como análise de materiais, ciência de dados e avaliação de barragens de mineração.   

Um dos grupos já em  operação, desde maio de 2020, é o CooLabs Covid-19. A iniciativa é estruturada com base no respeito a todas as normas que regem a prestação de serviços pela UFMG e propicia melhores condições de trabalho aos pesquisadores, viabilizando a captação de recursos para o engajamento de bolsistas e melhorias das infraestruturas laboratoriais.

Referência para as novas cooperativas, o CooLabs Covid-19, conta com um comitê gestor que recebe as demandas, dimensiona os recursos necessários e a infraestrutura instalada no conjunto de laboratórios e direciona os projetos.

Enquanto a UFMG oferece sua infraestrutura física e científica para a realização dos testes, a Fundep é responsável pela administração do programa, por meio da captação dos contratos com os clientes, gestão financeira, processamento das compras e apoio logístico. Os laboratórios da UFMG realizam a parte analítica (teste). As etapas pré-analítica (coleta) e pós-analítica (laudo) são de responsabilidades dos contratantes, ou seja, das instituições de saúde que demandam os serviços.

Do início de março até meados de agosto, os laboratórios do Instituto de Ciências Biológicas, das faculdades de Medicina e de Farmácia e da Escola de Veterinária haviam realizado mais de 26 mil testes de diagnóstico (do tipo RT-PCR) para a covid-19. O consórcio tem capacidade de fazer até 2 mil testes por dia.

Veja mais em: https://www.coolabs.ufmg.br/