Extensão

Escolas já podem aderir a programa de parceria entre UFMG e Governo de Minas

Programa de Integração do Ensino Básico com o Ensino Superior é apresentado a diretores da rede pública estadual
Programa de Integração do Ensino Básico com o Ensino Superior é apresentado a diretores da rede pública estadual Foto: Foca Lisboa / UFMG
Cláudia Mayorga
Cláudia Mayorga Foto: Foca Lisboa / UFMG
Gláucia Aparecida
Gláucia Aparecida Foca Lisboa / UFMG
Fernanda Pontes
Fernanda Pontes Foca Lisboa / UFMG
Ewerton Cândido Lourenço
Ewerton Cândido Lourenço Foca Lisboa / UFMG

A adesão espontânea e a construção de projetos específicos para cada escola, a partir do diálogo entre as partes, são premissas do Programa de Integração do Ensino Básico com o Ensino Superior (Piebes), elaborado pela UFMG e apresentado na manhã desta sexta-feira, 13, a diretores da rede pública estadual.

A proposta prevê articulação orgânica dos estágios das licenciaturas com as atividades das escolas envolvidas; ações de extensão da Universidade centradas nas escolas, com apoio a programa de aperfeiçoamento; formação continuada para docentes; pesquisas conjuntas entre a UFMG e as escolas, para o avanço do conhecimento na área da educação e a melhoria do ensino.

Em reunião no campus Pampulha, o pró-reitor de Graduação, Ricardo Takahashi, e pró-reitora adjunta de Extensão, Cláudia Mayorga, apresentaram detalhes da proposta e informaram que cada escola deve manifestar interesse em participar do programa, por meio do preenchimento de formulário on-line. “A Universidade os convida a serem parceiros”, enfatizou Takahashi. Segundo ele, a intenção é alcançar “envolvimento intelectual e afetivo com a cultura, os desafios e os compromissos que caracterizam a docência”.

Ao lembrar que o país tem o desafio, para os próximos anos, de melhoria da educação básica, Takahashi afirmou que as universidades podem cumprir importante papel, e que a UFMG quer articular melhor sua colaboração com a rede pública, com a perspectiva de produzir ações que façam a diferença.

Diálogo
Cláudia Mayorga comentou que este momento, que oficializa o início do Piebes, é fruto de uma série de diálogos com a Secretaria de Educação de Minas Gerais, iniciados em 2014. Ao explicar que a proposta é pautada pela indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, a professora pontuou os princípios que orientam a extensão universitária e que também estão na base do Piebes, como a interdisciplinaridade. “É fundamental transpor barreiras disciplinares também nas escolas”, ressaltou.

A pró-reitora adjunta de Extensão citou ainda os princípios da dialogicidade, que supõe o respeito à diversidade de vozes e de posições; da formação do estudante; da transformação social; da formação continuada de professores; da divulgação científica.

Sobre o diálogo com a educação básica, Cláudia Mayorga comentou que “ele é extremamente frutífero e pode ter resultados e impactos muito fortes, como a dimensão da transformação social, ao fortalecer a perspectiva de uma escola pública de qualidade, inclusive colocando a Universidade no horizonte desses estudantes”.

Segundo Gláucia Aparecida Vieira, coordenadora de políticas de formação dos profissionais em educação da Secretaria de Educação de Minas Gerais, o termo de cooperação técnica criado no âmbito das discussões sobre o Piebes “pretende acolher todas as possíveis parcerias entre os grupos da UFMG e as escolas”.

“Consideramos importante não só a perspectiva de reorganização dos estágios, mas também outras possibilidades, como os projetos de extensão universitária, a formação continuada dos professores e também a formação dos novos docentes, que no futuro vão integrar a rede de educação, para que eles já tenham esse conhecimento da realidade da educação básica”, afirmou Gláucia Aparecida Vieira.

“A presença de estagiários da UFMG é um anseio da escola, para fortalecer projetos, capacitar professores e trazer apoio para a gestão. Ao mesmo tempo, essa parceria vai mostrar ao estudante universitário a realidade para a qual ele precisa se capacitar.” Fernanda Pontes, supervisora da Escola Estadual Dr. Reinaldo Martins Marques, na Cidade dos Meninos, em Ribeirão das Neves.

“Acredito que há nesse programa a possibilidade de grande avanço para os dois lados. Para a escola, que necessita de atualizações acadêmicas, e a Universidade, que precisa de uma aproximação com a escola e seus diversos problemas.” Ewerton Cândido Lourenço, professor da Escola Estadual Amélia Josefina Kessen, Belo Horizonte.

Cláudia Mayorga, Gláucia Vieira e Ricardo Takahashi
Cláudia Mayorga, Gláucia Vieira e Ricardo Takahashi Foca Lisboa / UFMG