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Morte de peixes preocupa comunidades ribeirinhas do Rio das Velhas

Falta de tratamento adequado de esgoto pode ser a causa, denuncia Projeto Manuelzão da UFMG

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Toneladas de peixes mortos foram encontrados em Santana do Pirapama
Facebook Projeto Manuelzão da UFMG

Projeto Manuelzão da UFMG denuncia a mortandade de peixes em comunidades ribeirinhas do Rio das Velhas. Toneladas de peixes mortos foram encontrados em Santana do Pirapama entre segunda-feira, 2, e quinta-feira, 5, possivelmente em decorrência da insuficiência do tratamento de esgoto. De acordo com ribeirinhos, as chuvas que caíram na região nos últimos dias podem agravar a situação.

"O rio é o berçário dos peixes, temos a obrigação de mantê-los vivos. O rio serve para manter o abastecimento humano, mas precisa ter qualidade para manter a vida e a biodiversidade", avisa Marcus Polignano, coordenador do Projeto Manuelzão da UFMG, na coluna de Meio Ambiente de hoje.

Devido à falta de chuvas significativas nos últimos meses, a vazão do Rio das Velhas se encontra abaixo do esperado. Soma-se a isso o fato de que há locais onde o esgoto é lançado diretamente no curso d'água. "Os peixes estão morrendo sufocados, é uma cena muito chocante", lamenta Polignano.

Ouça a conversa com Vinícius Luiz

Coluna veiculada no Jornal UFMG desta quarta-feira, 11 de outubro de 2017.