Pesquisa e Inovação

Entre o cárcere e a família

Pesquisa de mestrado mostra como as redes estabelecidas por mulheres na prisão influenciam suas relações com os parentes

Natália Martino realizou trabalho de campo em um presídio feminino de BH
Natália Martino realizou trabalho de campo em presídio feminino de Belo HorizonteArquivo pessoal

Identificar, de um lado, se redes sociais desenvolvidas dentro da prisão contribuem para reorganizar as famílias das detentas e, de lado, se as famílias interferem nas relações formadas na cadeia. Esse foi o objetivo da pesquisa que conferiu a Natália Martino o título de mestre em Sociologia pela UFMG. Foram quase 200 conversas com mulheres presas e pessoas que trabalhavam na maior e mais antiga prisão feminina de Minas Gerais, o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, situado na região Leste de BH. Saiba mais no oitavo episódio do Aqui tem ciência.

Ouça o 8º episódio do 'Aqui tem ciência'

RAIO-X DA PESQUISA

Título original: Mulheres encarceradas – cruzamentos entre redes familiares e prisionais

O que é: a dissertação usou técnicas de pesquisa quantitativa e qualitativa, em um trabalho de campo no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte. O objetivo foi descobrir como são as dinâmicas de sociabilidade entre presas e funcionários da instituição prisional, se e como as redes familiares das presas interferem nessa sociabilidade interna da prisão, e se e como essa sociabilidade influencia na reorganização das redes familiares das detentas após a prisão. A análise dos dados coletados identificou redes baseadas em arranjos externos ao cárcere, outras que se sustentam em arranjos internos e um terceiro grupo de relações que se ancora no entrelaçamento de redes internas e externas.

Nome da pesquisadora: Natália Cristina Costa Martino
Orientadora: Professora Ludmilla Mendonça Lopes Ribeiro
Programa de Pós-graduação em Sociologia da UFMG
Ano da defesa: 2019
Financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig)

O oitavo episódio do Aqui tem ciência contou com apresentação e produção de Luana Lima, edição de Tiago de Holanda e trabalhos técnicos de Breno Rodrigues, sob a coordenação de jornalismo de Paula Alkmim. O programa é uma pílula radiofônica sobre estudos da UFMG e abrange todas as áreas do conhecimento. A cada semana, a equipe da Rádio UFMG Educativa apresenta resultados de trabalho de um pesquisador da Universidade. O Aqui tem ciência fica disponível em aplicativos de podcast e vai ao ar na frequência 104,5 FM, às segundas, às 11h, com reprises às quartas, às 14h30, e às sextas, às 20h.