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Programa oferece bolsas no exterior para pesquisadoras negras, quilombolas, indígenas e ciganas

Iniciativa do governo federal homenageia a historiadora Beatriz Nascimento, expoente do feminismo negro no Brasil

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Beatriz Nascimento aliou a luta antirracista à vivência acadêmicaFoto: Agência Gov

Com objetivo de ampliar a participação de mulheres negras, ciganas, quilombolas e indígenas na ciência, o Ministério da Igualdade Racial, em parceria com os ministérios das Mulheres, dos Povos Indígenas, e da Ciência, Tecnologia e Inovação e apoio do CNPq, lançou a Chamada Atlânticas - Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência. O prazo de submissão para candidaturas termina no dia 31 de janeiro.

A Chamada Atlânticas MCTI/CNPq/MIR/MMULHERES/MPI Nº 36/23 para Bolsas no Exterior conta com R$ 6 milhões em investimentos. A iniciativa vai oferecer bolsas de doutorado sanduíche e de pós-doutorado no exterior para pesquisadoras negras, quilombolas, indígenas e ciganas regularmente matriculadas em cursos de doutorado reconhecidos pela Capes, ou que tenham concluído programas de pós-graduação reconhecidos pela Capes em qualquer área de conhecimento.
As propostas poderão concorrer nas seguintes faixas:

Faixa 1
Doutorado sanduíche no exterior: apoio a alunas formalmente matriculadas em curso de doutorado no Brasil que comprovem qualificação para usufruir, no exterior, da oportunidade de aprofundamento teórico, coleta e/ou tratamento de dados ou desenvolvimento parcial da parte experimental de sua tese a ser defendida no Brasil

Faixa 2
Pós-doutorado no exterior: apoio às portadoras de títulos de doutorado para a capacitação e atualização de seus conhecimentos no exterior, por meio de estágio e desenvolvimento de projeto com conteúdo científico ou tecnológico inovador.

Outras informações sobre o processo estão disponíveis na chamada:

Beatriz Nascimento
O nome do programa homenageia a professora e historiadora sergipana Beatriz Nascimento, que sempre aliou a luta antirracista com a vida acadêmica. Ela foi uma das fundadoras do Grupo de Trabalho André Rebouças, na Universidade Federal Fluminense (UFF), e integrou o Movimento Negro contra a Discriminação Racial (MNUCDR), que posteriormente passou a se chamar MNU.

Como pesquisadora, Beatriz Nascimento estudou, durante duas décadas, as formações dos quilombos no Brasil e foi expoente do feminismo negro, investigando as práticas discriminatórias que pesam sobre os corpos das mulheres negras. 

A pesquisadora faleceu, vítima de feminicídio, em janeiro de 1995. Na época, ela cursava mestrado em Comunicação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituição que lhe concedeu, em 2021, o título de Doutora Honoris Causa in memoriam.

Com informações do CNPq