Pesquisa e Inovação

Tese da Belas Artes parte de Oscar Wilde para discutir o dandismo como arte

Trabalho foi o vencedor dos prêmios UFMG e Capes de Teses, na categoria Artes, em 2017

O excêntrico escritor irlandês Oscar Wilde era fascinado pela beleza e pelo estilo. O autor, que defendia que “devemos ser uma obra de arte ou vestir uma”, é hoje considerado um dos dândis mais famosos da história. A frase de Oscar Wilde foi o ponto de partida da pesquisa da professora Angélica Adverse, que resultou na tese Devemos ser uma obra de arte ou vestir uma: o dandismo como medium-de-reflexão na arte.

Angélica Adverse: autora de tese que discute o dandismo como arte
Angélica Adverse: autora discute o dandismo como arte Foca Lisboa / UFMG

“O termo dândi tem uma origem um tanto incerta. Para alguns autores, o uso diz respeito a um tipo de denominação dada aos jovens um pouco extravagantes do norte da Escócia”, explicou a autora Angélica Adverse, que é professora de história da arte, história da moda e desenho na Escola de Design da Uemg, em entrevista ao programa Noite Ilustrada, da Rádio UFMG Educativa, nesta terça-feira, 9 de janeiro.

"Esses jovens se arrumavam para vaguear pela cidade e, nesse processo de deriva pela cidade, eles buscavam chamar atenção pela diferença dos gestos e da postura em relação aos homens comuns, burgueses", completou

A tese Devemos ser uma obra de arte ou vestir uma: o dandismo como medium-de-reflexão na arte foi defendida em 2016, no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFMG. O trabalho foi o vencedor dos prêmios UFMG e Capes de Teses, na categoria Artes, ambos em 2017. 

Leia mais sobre o trabalho em reportagem publicada no Portal UFMG.

Ouça a conversa com Luiz Fernando Freitas