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​Fundação para de receber pedidos de indenização de atingidos no desastre de Mariana

Movimento dos Atingidos por Barragens questiona critérios usados para definir quem pode ou não ser considerado atingido pela tragédia

Casa devastada pelo rompimento da barragem
Casa devastada pelo rompimento da barragem José Cruz | ABr

Mais de dois anos após o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, a Fundação Renova anunciou o fim do processo para que as famílias solicitassem o cadastro integrado. A entidade é a responsável pelas ações de reparação aos atingidos pela tragédia. Ao todo, 30.227 pedidos foram recebidos. A Renova analisará as informações para avaliar as perdas diretas de bens materiais e de prejuízos em atividades econômicas, que formam o conjunto de critérios para o recebimento das indenizações.

O processo de indenização liderado pela entidade, no entanto, é criticado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens, que questiona os critérios da Fundação para definir quem pode ou não ser considerado atingido pela tragédia.

Em novembro do ano passado, representantes do Ministério Público Federal e do Ministério Público de Minas Gerais firmaram um aditivo ao Termo de Ajustamento de Conduta assinado pelas empresas Samarco, Vale e BHP para dar um novo formato para a execução das ações de reparação. O objetivo era garantir maior participação popular na definição dessas medidas, o que também é cobrado pelos movimentos sociais.

Ouça a reportagem de Larissa Arantes