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Polícia Federal cria força-tarefa para combater fake news nas eleições de outubro

Nos EUA e Europa, circulação de notícias falsas teve objetivo de influenciar o voto dos eleitores

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Quem produz ou dissemina informações inverídicas poderá ser penalizado pela legislação brasileira
Flickr Uso Permitido | De @mikemacmarketing em https://goo.gl/jbdXXw | Image via www.vpnsrus.com

Os efeitos das fake news em processos eleitorais já foram vistos nos últimos pleitos ocorridos nos Estados Unidos e na França, por exemplo. No caso norte-americano, investigações realizadas pelos órgãos competentes do país revelaram que operadores russos teriam criado e disseminado informações falsas principalmente em redes sociais para influenciar os eleitores.

Apesar de a influência desse tipo de fenômeno ainda estar sendo estudada por especialistas de todo o mundo, a intenção do grupo liderado pela Polícia Federal no Brasil é o de trabalhar em uma proposta de legislação com regras claras, inclusive, de punição para os responsáveis. O objetivo seria garantir a integridade das eleições fornecendo os dados necessários para o Judiciário retirar as notícias do ar e aplicar penas para quem produz ou dissemina as informações inverídicas.

A tarefa, no entanto, não será fácil, na opinião do coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo, Fábio Gouveia. A própria definição do que é fake news é algo complicado e os esforços do grupo devem se concentrar em outro aspecto da internet: a possibilidade de impulsionar publicações nas redes. "O grande problema não é a fake news, mas como essas informações são impulsionada pelo Facebook", afirma ele.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, a instalação da força-tarefa é necessária e terá resultados positivos. Segundo ele, o que está em jogo é a credibilidade da internet.

Ouça a reportagem de Larissa Arantes